sexta-feira, janeiro 20, 2006

Sol

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"Lá está ele outra vez a brilhar.
Sempre a brilhar.
Não falha.
Brilha dia após dia, após dia.
É absoluto, é abnegado; é-lhe natural, brilhar.
E é o que faz - brilha por aí. Pois é.
O Sol brilha.
É o maior, e não nega a luz a ninguém.
E à noite?
Ainda é mais fixe, abdicando do seu trono para deixar brilhar a Lua.
É estadista e diplomata, o Sol.
É tão bom, o Sol!
Não pede nada em troca.
Nem vassalagem, nem sequer obediência...

...mas afinal quem é que gira à volta de quem?

É um pedante, é o que ele é. Um falso mecenas, sempre a atirar-me com a merda da luz à cara, como se eu lhe tivesse pedido. Como se eu precisasse dele. Eu não preciso de nada, nem de ninguém. Nem sequer da tua caridade, Ó SOL."

A cantina do olho